Licença de software
Autora: Cynthia Semíramis Machado Vianna
Tenho ouvido muitas bobagens sobre software: já ouvi
que software tem de ter garantia, que freeware é simplesmente o software
de uso não comercial, e coisas do tipo. Só vou comentar a questão do
freeware, deixando a garantia para outro artigo.
Existem diversos tipos de software, diversos tipos de licença, e podemos passar meses aqui analisando isso. É tudo um problema de classificação: período histórico, tipo de licença, tipo de desenvolvedor, tipo de distribuição, utilidade, etc. Os mais atuais e interessantes combinam a distribuição via Internet com diversos tipos de licença, variando conforme o uso ou não. Assim, temos:
Shareware: depois de feito o download, o programa é testado gratuitamente por determinado período de tempo. Depois disso, ele pode travar, exigir registro, impedir o uso de determinadas funções, exibir telas pedindo o registro, ou qualquer outra coisa que o desenvolvedor tenha inventado para garantir sua remuneração. Assim que é feito o pagamento, é enviada a chave para liberar o programa. A idéia original era ser apenas uma cópia de teste, mas é muito melhor testar o programa e apenas validá-lo, evitando um download de teste e um do programa. Já vi shareware sendo distribuído em revistas, e o princípio é o mesmo: facilitar a divulgação e evitar downloads desnecessários.
Freeware: pode ser um programa totalmente gratuito ou um programa que vem com o código-fonte liberado para ser alterado pelo usuário. Este último costuma estar sob alguma licença alternativa (GNU, Open Source, FreeBSD) e, dependendo dela, pode ser gratuito ou não. Essas licenças merecem um capítulo à parte, mas posso adiantar que elas costumam ser amplas, dando ao usuário o direito de usar, alterar, copiar e distribuir o programa. Dá-se a isso o nome de "copyleft", pois difere radicalmente do copyright, que consiste basicamente em uma licença de uso do programa.
Adware: é um programa gratuito, mas nem tanto. Talvez seja melhor dizer que é patrocinado. Funciona da seguinte forma: no programa tem um espaço para serem veiculados anúncios, que são atualizados quando se conecta à Internet. O usuário concorda em ter os anúncios sendo exibidos no programa, e em troca não paga pela licença de uso. E o anunciante paga ao desenvolvedor para ter seus anúncios sendo veiculados. É uma forma inteligente de se ter a remuneração do desenvolvedor, mas pode haver a invasão da privacidade do usuário e o envio de informações pessoais sem que ele possa controlar isso. Ou seja, isso também é assunto para ser discutido em separado.