Mais uma sopa

Publicado em 08/05/2008 @ 19:30 por Cynthia Semíramis

Acabo de perceber uma coisa: meu horário de jantar está ligado ao anoitecer. Quando anoitece cedo (temporada outono-inverno), o jantar é por volta das 18h. Quando anoitece tarde, não tenho a menor fome até umas 19, 20h.

Percebi isso quando bateu a fome, por volta das 17:30. Olhei pela janela e lá fora estava escurecendo. Achei melhor atender a natureza, fiz um intervalo no trabalho e fui pra cozinha fazer outra sopinha rapidinha, melhorando o que havia sido feito ontem.

Refoguei na manteiga a outra metade da cebola, ralada, acrescentei pedacinhos de copa, espinafre congelado, um bocado de farfallini e pouco mais de meio copo de água. Deixei no fogo fraco por 10 minutos. Faltando 3 minutos pra finalizar, acrescentei um ovo (eu amo ovos cozidos na sopa, e meu colesterol baixíssimo me permite essas extravagâncias). Temperei com pimenta e azeite, e uma colher de creme de leite. E agora, bem alimentada, volto pro trabalho, feliz :)



Retornando à cozinha

Publicado em 07/05/2008 @ 20:22 por Cynthia Semíramis

Este ano, demorou pra esfriar em Belo Horizonte, então nem me preocupei muito com as precauções que sempre tenho de tomar na temporada outono-inverno para não sentir frio e ter uma crise de asma. Semana passada fez um friozinho, mas eu estava lerda demais, com muitos problemas pra resolver, e acabei usando a bombinha ao invés de me prevenir. Hoje, arrasada com o céu escuro às 17:30, já enrolada em roupas quentes e meias, senti muuuuita falta de uma comida decente, e tive nojo dos salgadinhos congelados que me mantiveram viva nos últimos dois meses.

Mesmo assim, não queria fazer nada muito complicado, e já via a hora em que enrolaria um macarrãozinho básico com creme de leite e limão. Só que não era bem o que eu queria, não ia me aquecer. Aí fui ver os blogs de comida, tentando encontrar inspiração. A Ana Elisa falando do molho de catalogna e queijo dos strozzapretti, e sugerindo trocar a catalogna por espinafre, me fez lembrar que no freezer tem um pacote de espinafre congelado (como pude esquecer?!) E a Tatu, falando de sopas e saladas quentes, me fez enlouquecer de vontade de devorar uma sopinha básica (eu AMO sopa!) Levando em consideração que eu tinha de dar um fim em um restinho de cappelletti de carne, consegui misturar tudo e fazer uma sopinha de espinafre e cappelletti bem rápida, básica e quentinha, do jeito que eu precisava.

A receita é no estilo da minha avó, sem medidas precisas: ralei meia cebola e refoguei na manteiga. Acrescentei uns pedaços de espinafre congelado, o cappelletti e um pouco de água. Deixei cozinhar em fogo brando por 8 minutos. No quarto minuto, acrescentei um ovo caipira, e mais um pouco de água. Temperei com pimenta, um tiquinho de sal grosso, e muito azeite.

E agora, completamente aquecida, vai ser difícil me tirarem da cozinha de novo ;)



É bom mesmo quando dá errado

Publicado em 13/04/2008 @ 15:07 por Cynthia Semíramis

Ontem aproveitei que tinha de fazer o bolo pra semana, e resolvi fazer aqueles maravilhosos biscoitos de parmesão, pimenta e ervas. Juntei na massa um restinho de gorgonzola. Apostei que tudo com queijo fica bom, que com gorgonzola não tem erro, e todos esses mitos da cozinha com queijos. Ha. Ha. Ha. O gorgonzola apagou o gosto do biscoito, a gente só percebia a pimenta e uma massa sem sabor definido no fundo. Mas, mesmo assim, ficou bom.



Lembranças de viagens

Publicado em 25/03/2008 @ 18:48 por Cynthia Semíramis

Muito cansaço. Trabalhando muito, com emprego novo e inesperado, ainda tive de conciliar uma viagem a trabalho emendada com um recesso de semana santa. As viagens (três cidades diferentes e uma ilha) foram tudo o que eu precisava pra desligar um pouco e descansar. Voltei no domingo, mas o cérebro ainda está looonge… e, pelos novos horários, minhas chances de entrar na cozinha estão diminuindo.

Como o assunto aqui é comida, devo dizer que esta viagem pode levar o título de “a melhor experiência gastronômica que já tive”. Não que isso seja um grande feito, já que não viajo muito, nem viajo para comer, e me dou por satisfeita se todo dia fizer três refeições razoáveis para forrar o estômago. Quando acontece de comer algo muito marcante, entra para a história. Fiz uma listinha de comidas que marcaram minhas viagens, e ela é minúscula: uma pizza de calabresa maravilhosa em Porto Seguro, uma massa ao pesto de castanha de caju em Arraial d’Ajuda (muito mais pela curiosidade do molho do que pelo gosto em si), o excesso de doces no café da manhã, as tortas e os sorvetes de Buenos Aires, os queijos e pães de queijo horrorosos que comi fora de Minas (bem feito, quem mandou querer matar saudades da terra?), o suco de amora sem açúcar do Wing de Curitiba.

Agora, acrescento a essa seleção uma pizza fogaça gorgonzola. Fabulosa. Ainda salivo quando lembro dela. O mais engraçado é que eu não gosto de cebola, raramente cozinho usando cebola, não como cebola crua nem se for a única coisa que tiver no prato, e só como (comia) cebola cozida se estiver bem misturadinha no recheio. Mas a pizza de cebola com gorgonzola mereceu ser repetida, e creio que vou testá-la aqui em casa brevemente. Pelo que entendi, é composta por molho de tomate, uma camadinha de mussarela e gorgonzola, muitas cebolas fatiadas refogadas, mais um bocadinho de queijos, orégano e azeite pra finalizar. Uma ótima alternativa para os vegetarianos cansados das pizzas quatro queijos, margherita e afins. E vou parar de falar nessa pizza, que nem o marido agüenta mais ouvir os elogios a ela. Já ele preferiu a pizza de catuperu (peito de peru defumado com muito catupiry de verdade. Era até boa, mas nem chega aos pés da fogaça de gorgonzola…)

Também comi tortas maravilhosas na Chuvisco. E o melhor: eu decidia o tamanho da minha fatia, já que as tortas são vendidas por peso (aqui em BH as tortas são vendidas por fatia, são enormes e enjoativas). Filé com batatas sauté delicioso. Finalmente experimentei caipirinha, e na beira da praia (viciei!) Petit gâteau da Gelateria Parmalat.

No fim das contas, descansei e tomei uma decisão: as próximas viagens (provavelmente lá pelo ano que vem) terão mais eventos gastronômicos. Melhor que trazer badulaques como lembranças (e depois não ter onde guardar) é lembrar de comidas maravilhosas.



A receita perfeita

Publicado em 06/03/2008 @ 21:20 por Cynthia Semíramis

Este bolo quádruplo de chocolate da Nigella é tão prático, que já fiz de várias maneiras:

  • duplo, apenas o bolo com a calda
  • triplo, sem as gotas de chocolate
  • normal, mas sem a água. É, esqueci de colocar a água na hora de misturar os ingredientes, mas ele ficou maravilhoso mesmo assim
  • com chocolate em pó. Não tinha cacau, então foi o chocolate em pó da Nestlé mesmo. Ficou bom, apesar de muuuuuuito doce. E quando até um chocólatra fã de açúcar comenta que o bolo ficou doce, significa que ficou muito doce mesmo…


Enlouquecendo por causa de médicos

Publicado em 06/03/2008 @ 21:14 por Cynthia Semíramis

A Nalu comentou a experiência péssima dela com a nutricionista. E eu me lembrei porque me dei alta de uma endocrinologista. Um dia eu conto a história completa, pois é bem longa. O que interessa agora é que ela tentou me convencer a fazer uma dieta pesada e exercícios físicos como solução de todos os meus problemas. Foram meses de manipulação psicológica, e ela ficava cada vez mais agressiva, me acusando de boicotar o tratamento, reclamando quando eu fugia rapidinho da dieta. Um horror, eu não tinha mais nem vida social.

Quando ela viu que não conseguia me intimidar, tentou me incentivar contando como era a alimentação dela: pãozinho francês sem miolo com um tiquinho de margarina (nojo!), café com leite desnatado e adoçante. Uma barrinha de cereal no meio da manhã. Salada verde com duas colheres de arroz e frango grelhado no almoço. No meio da tarde, pãozinho francês sem miolo com um pedacinho de ricota e presunto de peru. Nem lembro mais o que era o jantar, mas era algo beeem sem graça. Fiquei com a impressão de que ela vivia à base de ração e era incapaz de comer algo por prazer.

Saí de lá tão triste que não tive coragem de voltar. Fiquei arrasada ao perceber que a médica queria me empurrar pra uma vida sem gosto, angustiada com emagrecer e obcecada com calorias e adoçantes. Pra ela, não era mais uma questão de saúde, era de estética. E desconfio que ela só comia porque o corpo precisa de comida. Se pudesse ficar sem comer, ela ficaria… e era uma pessoa dessas que estava cuidando da minha saúde!

Hoje eu me pergunto porque agüentei uns 3 anos de tratamento com alguém tão neurótico sem perceber que me fazia mal. E a resposta é meio óbvia: somos tão pressionadas a emagrecer que acabamos acreditando em qualquer coisa, especialmente se indicada por médicos… só não paramos pra pensar o quanto os médicos estão, também, influenciados por essa pressão para emagrecer.



Açúcar x adoçante

Publicado em 27/02/2008 @ 23:46 por Cynthia Semíramis

Faz tempo que não consumo adoçante. Chutei o balde mesmo, e convenci o marido a parar com refrigerante diet também. O resultado? Percebemos que a gente comia e bebia muito mais quando consumia adoçante, parece que é necessário comer e beber muuuuito para sentir saciedade. O consumo de comida e bebida aqui de casa caiu cerca de um terço, a vontade de beliscar entre refeições também sumiu, e a balança vem marcando a perda de alguns quilinhos. Por isso, não me surpreendi com esta pesquisa divulgada pela BBC sugerindo que adoçante pode engordar mais que açúcar. Claro que existem vários tipos de adoçantes, o efeito no corpo é diferente, o efeito em humanos pode ser diferente dos animais, etc. Mas o sabor da comida é completamente diferente, e hoje já não tenho a menor dúvida que adoçantes artificiais interferem, pra pior, no consumo e no peso das pessoas.



Bolo mármore do Pierre Hermé

Publicado em 21/02/2008 @ 12:58 por Cynthia Semíramis

bolo mármore do Pierre HerméOutro dia, pensando em qual bolo fazer para o café da manhã do dia seguinte, e com a maior preguiça de fazer alguma coisa complicada, dei de cara com este bolo mármore do Pierre Hermé que a Ana Elisa fez. O método descrito no post dela é meio bizarro, a massa é do tipo que é distribuída às colheradas na fôrma. Acho que da próxima vez faço ele todo branco, ou então diminuo a quantidade de cacau, pois a parte de chocolate ficou pesada demais. E talvez o nome mais adequado seja bolo bicolor, e não bolo mármore…

Fiz algumas alterações na receita: não derreti a manteiga (a temperatura ambiente já a tinha deixado em estado de pré-derretimento), e usei chocolate em pó (cacau em pó está em falta em todos os supermercados da vizinhança), mas deu quase tudo certo no final (o bolo afundou, mas é que abri o forno antes da hora). No fim, o que importa é que o bolo ficou bom.

Bolo mármore do Pierre Hermé

175g de manteiga em temperatura ambiente (ou derretida)
200g de açúcar
175g de farinha de trigo
1/2 colh. (sopa) de fermento químico em pó
3 ovos, claras separadas das gemas
50g de cacau em pó

Aquecer o forno a 180 graus.
Bater as claras em neve. Reservar.
Bater a manteiga com o açúcar.
Acrescentar as gemas, uma a uma, e continuar batendo até ficar homogêneo.
Acrescentar a farinha e o fermento. Vai ficar uma massa pesada.
Delicadamente, incorporar as claras em neve.
Separar a massa em duas partes. Em uma delas, acrescentar o o cacau em pó da forma mais delicada possível.
Em uma forma de bolo inglês forrada com papel manteiga, colocar parte da massa branca. Acrescentar a massa de chocolate e, por cima, completar com o restante da massa branca.
Levar ao forno por cerca de 50 minutos (mas vigie a partir dos 40min, pois o bolo assa muito rápido na parte final).
Desenformar e esperar esfriar.



Bolo quádruplo de chocolate

Publicado em 17/02/2008 @ 15:42 por Cynthia Semíramis

bolo quádruplo de chocolate da nigellaDe vez em quando, fico louca pra comer MUITO chocolate. Este bolo da Nigella é perfeito para esses momentos de desespero: bolo de chocolate com gotas de chocolate, calda de chocolate e raspas de chocolate! Apesar de ser uma delícia, é um bolo bem pesado e basta uma fatia pequena para saciar a gula. Peguei a receita no Prato Fundo.

Bolo quádruplo de chocolate

Massa

200g de farinha de trigo
1/2 colher (chá) de bicarbonato de sódio
50g de cacau em pó
275g de açúcar
175g de manteiga sem sal em temperatura ambiente
2 ovos em temperatura ambiente
1 colher (sopa) de extrato de baunilha
80ml de sour cream
125ml de água fervente
175g de chocolate amargo picado (ou gotas de chocolate)

Aquecer o forno a 180 graus.
No processador, misturar todos os ingredientes, exceto a água e o chocolate picado.
Acrescentar a água até ficar homogêneo.
Misturar o chocolate picado.
Levar para assar em fôrma de bolo inglês forrada com papel alumínio. O tempo estimado é de uma hora, mas aqui em casa foi cerca de 1h20.

Calda

1 colher (chá) de cacau
1/2 xícara de água
1/2 xícara de açúcar

Levar os ingredientes ao fogo por cerca de 5 minutos, até engrossar um pouco.
Fazer furos com um palito no bolo recém-saído do forno.
Despejar a calda lentamente, para que ela entranhe no bolo.
Esperar o bolo esfriar um pouco para desenformar.
Decorar com raspas de chocolate depois que o bolo estiver frio.

Dicas e truques:

  • não tem processador? Pode usar o liquidificador (bate um pouquinho, mistura um pouquinho, bate mais um pouquinho…) ou mesmo um fouet. Vai dar um pouquinho mais de trabalho, mas vai funcionar do mesmo jeito
  • use cacau em pó, sem açúcar. O bolo fica doce demais se usar chocolate em pó ou gotas de chocolate ao leite
  • o papel alumínio é fundamental pro bolo não grudar na forma depois de despejar a calda
  • espere o bolo esfriar pra decorar com lascas de chocolate. Se o bolo estiver quente ou morno, as lascas derreterão


O que não pode faltar na minha despensa

Publicado em 17/02/2008 @ 14:43 por Cynthia Semíramis

A Ana Elisa quer saber, e eu faço a minha listinha. Na minha cozinha, não pode faltar:

  1. manteiga: uso pra biscoitos, bolos e molhos
  2. ovos: para omelete, ovo frito, biscoitos, bolos, massas, sorvetes… impossível não ter em casa
  3. tomate: compro sempre o italiano orgânico, ou uso o pelado enlatado. Amo salada de alface e tomate, e até vivo sem alface, mas coloco tomate em tudo o que vou comer
  4. alho em pasta: uso pra molhos, e pra fazer o arroz do marido. Eu detesto mexer com alho cru, então só uso a pasta pronta
  5. massas Barilla: prefiro gastar mais comprando Barilla, mas ter certeza do bom resultado. Todas as outras massas não-recheadas que cozinhei foram um fiasco. Na minha despensa sempre tem, pelo menos, uma massa curta e outra longa
  6. queijo parmesão: fundamental para molhos, biscoitos, alegrar o couscous marroquino, e ainda servir com massas. Sempre que vou no supermercado, compro pelo menos um pedacinho, e deixo pra ralar na hora de usar
  7. chocolate amargo: na verdade, a despensa tem inúmeros tipos de chocolate, pois o marido é viciado neles. Eu faço questão de só cozinhar com chocolate que tenha mais cacau que açúcar, e nunca deixo faltar nem barras de chocolate amargo nem cacau em pó
  8. farinha de trigo: para bolos, biscoitos, empanados e, de vez em quando, até massa de pizza ou pão
  9. palitos de queijo congelados: são mais gostosos que os pães de queijo industrializados, e uma ótima solução para lanches de última hora
  10. atum ou sardinha em lata: é a salvação na hora da fome, depois de um dia cansativo e paciência zero pra fazer comida. E ainda tem a carinha feliz dos gatos por terem fugido da ração, pois eles até choram pra ganhar uma porção minúscula. Whiskas sachê, que nada! Bom mesmo é atum em lata, que é menos industrializado e ainda gera confraternização entre bípede e quadrúpedes…




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