A atriz e escritora Maria Mariana, afastada do trabalho remunerado por conta da maternidade (até aqui tudo bem, é escolha dela, e ela está feliz com isso), resolveu lançar um livro. Para divulgá-lo, afirmou em entrevistas (Folha, Época) absurdos como “quem opta por ficar sozinho não desenvolve aprendizados que o casamento dá” (vale pra tudo! Quem opta por faculdade de Direito não desenvolve aprendizados que Comunicação Social dá, e vice-versa), “amamentar não é um detalhe, é para a mãe que merece” (será que o livro vem com a escala de merecimento? Quem definiu essa escala, com base no quê?), “se a mulher parir naturalmente, será uma mãe melhor” (o que tem a ver a técnica do parto com a hipotética escala do que seria a boa maternidade?), Deus preparou o homem para estar com o leme na mão” (Quando ele morrer ou quiser se separar, o que você faz? Morre junto? Pede pra proibir o divórcio?)
O mais grave, pra mim, foi ler que “Há mulheres que passam nove meses no shopping, comprando roupinhas, aí depois marcam a cesárea e pronto. Acabou o processo. Aí sabe o que acontece? Elas têm depressão pós-parto“. Leia o resto deste post