Ainda sobre a polêmica de Madri

Que me perdoem as que são naturalmente magras, mas é meio estranho imaginar uma mulher adulta, com 1,80m, se esforçando para usar roupas de número 34 ou 36, como várias modelos admitiram usar. Pra quem ainda não entendeu a proporção, entre numa loja de roupas e procure manequins 34. Só tem na seção infantil. Imaginem agora que uma moça que usa manequim 42 (esse tem na seção de moda feminina adulta, e é chamado de tamanho médio) é considerada modelo de tamanhos grandes. É esse o ideal de beleza da moda, o “padrão” a ser seguido e inspirar mulheres no mundo todo. Excludente, exagerado e irreal é o mínimo que se pode dizer disso.

E nem venham me dizer que não escalar as modelos muito magras para os desfiles de moda é discriminação. Não é. Discriminação é o que é feito com as mulheres com IMC mais alto, gordinhas ou não, que sequer podem ter a chance de pisar na passarela.

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4 pensamentos sobre “Ainda sobre a polêmica de Madri

  1. Ola Cynthia este tipo de coisa não acontece só nas passarelas na dança do ventre também, é uma loucura pensar que tem mulheres que jogam sua saude fora para ficar bonita entre aspas para os outros !

  2. Ha algum tempo magreza era sinal de doença. Hoje sinal de beleza. Fala minha mãe que a saudação no interior, de onte emigramos, era falar: Como está, tá boa e gorda! Então dedez-se que as magrelas já foram criticadas, medicadas e remediadas. O que está havendo é uma recorrência, criado por este mundo de padrões fora do sério.
    Eu sou homem e gosto de tocar, sentir, carne em uma mulher. A impressão que tenho ao ver uma dessas estereotipadas, esqueletos de laboratório, juro, tenho até medo. Quase todas as camas do mundo fazem barulho. Junte a tremedeira das queixadas,- usadas na música do Vandré – aí o barulho vai ser investal. Se houver queda, estando os dois na posição secular, vai ser um Deus nos acuda, onde é que vai se achar gordura, prá botar, prá lubrificar, os ossos.
    Uma pessoa dessas no sétimo dia, é anjo, já tem voado com certeza. Por isso quem tiver seus revolveres, suas armaduras de futebol americano, me procurem que eu lhe prioriso: alimento-a, depois, só depois eu vou me servir.

    uma tremenda brincadeira. Nada contra as magras, elas nos favorecem em espaços, não comem a comida do mundo no tempo previsto para a grande catástrofe. Dia em que elas todas sobrarão.

    leia o meu blogger http://www.poemusicas.blogspot.com

  3. Cyntia,
    veja, veja nos meus olhos e vê se você percebe que estive no SPA por trinta dias,
    Olhe bem nos meus olhos e vê se você nota que eu estou tomando remédio para emagrecer;
    Olhe fundo nos meus olhos e vê se você percebe que o meu médido é do Cicarelli;
    Olha nos meus olhos e vê se percebes que hoje comi apenas duas cenouras, uma salada de aspargo, e um gole de vinho branco.
    Olha nos meus olhos, e vê se você percebe que estou vestindo 32:
    Olha nos meus olhos e vê se você percebe que fis uma lipo, ontem,
    Olha nos meus olhos e vê se você ver em mim omeu tórax mais contraído,
    olha nos meus olhos e vê se notas eu bebi quatro litros de água, só hoje;
    Olha nos meus olhos e vê se percebes que eu estou meio bamba,
    Olha nos meus olhos e vê se percebes que tomei, hoje, quatro lactopurga;
    Olha nos meus olhos e vê se tu percebes alguma coisa. Qualquer coisa, ultimamente eu só consigo ver meus olhos.

    naeno para você. Que pelo que sei tem recheio. O recheio de um hamburquer completamente laite.

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