Vozes do cárcere

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capa do livro 'a legibilidade do ilegível'

O livro “A legibilidade do ilegível: textos produzidos por mulheres condenadas e em cumprimento de pena privativa de liberdade, no início do século XXI, em Belo Horizonte-MG”, organizado pelos professores Virgílio de Mattos e João Batista Moreira Pinto, da Escola Superior Dom Helder Câmara, é uma leitura muito interessante.

Dividido em duas partes, uma delas compreende as redações escritas pelas presas do Complexo Penitenciário Feminino Estêvão Pinto (CPFEP) e premiadas em um concurso de redação. A diversidade, e ao mesmo tempo, semelhança, das narrativas de como essas mulheres foram parar no cárcere, é surpreendente. Impossível não se impressionar com suas histórias.

A outra parte do livro envolve textos de profissionais ligados a pesquisas no CPFEP, bem como organizadores e jurados do concurso de redação. Suas narrativas também impressionam, especialmente por mostrar o quanto a convivência com as presas pode modificar seus valores e visões de mundo.

A iniciativa de publicar as redações de presas é louvável. Primeiro, por dar espaço para que elas se expressem, em contraponto a um ambiente tão silenciador quanto o cárcere. Segundo, a publicação nos permite compartilhar momentos de um mundo que é praticamente invisível para a maioria das pessoas, nos fazendo perceber o quanto nossas vidas são, em certos momentos, parecidas com as narrativas apresentadas.

Quem quiser adquirir o livro, em Belo Horizonte, pode encontrá-lo na Fundação Movimento Direito e Cidadania (Rua da Bahia, 1032/14º andar), e nas seguintes livrarias da Savassi: Scriptum, Quixote e Ouvidor.

Para quem não é de Belo Horizonte, o e-mail para contato é pesquisa@domhelder.edu.br, e o telefone, (31) 2125-8800.

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