Centenário de Simone de Beauvoir

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Hoje, se estivesse viva, Simone de Beauvoir faria cem anos. Ela é admirável, não só pela influência de seus livros no processo de emancipação das mulheres, mas pelo seu estilo de vida, bastante independente e transgressor. Sem se casar oficialmente, e conduzindo relações paralelas, teve com Jean-Paul Sartre uma relação tanto intelectual quanto amorosa que perdurou por mais de cinqüenta anos, até a morte dele. Para se ter uma idéia do escândalo dessa postura em meados do século passado, ainda hoje são poucas as pessoas que aceitam ou vivem um relacionamento amoroso aberto, em casas separadas. Também são poucas as pessoas que optam por não ter filhos, e menos ainda as que têm uma relação intelectual séria e duradoura.

Espero que neste ano sejam publicadas edições comemorativas de suas obras, principalmente uma edição especial de “O Segundo Sexo” (pois as existentes estão todas em bibliotecas, mofadas e impossíveis de ler). É o mínimo que se pode esperar em homenagem à uma mulher que mudou as perspectivas do movimento de mulheres e lançou olhares interessantíssimos sobre a cultura ocidental.

Para saber mais:

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  1. Você pode encontrar “O Segundo Sexo” em sebos; sugiro:

    http://www.estantevirtual.com.br/

    Sugiro a leitura de Tête-à-tête de Hazel Rowley, ed. Objetiva, 462p, ilu, sobre Simone de Bearuvoir e Jean-Paul Sartre e “Cartas a Nelson Algren: um amor transatlântico, 1947-1964”, ed. Nova Frontreira, 552p. sobre o romance de Simone com o escritor americano Algren.

    Abraços!,
    lao

  2. eu li muitas coisas do sartre quando era mais nova, mas infelizmente, não procurei ler os livros da simone. vou começar lendo ‘a velhice’. foi um parto pra conseguir comprar, já que a obra se encontra esgotada na editora, mas um amigo meu acho pra mim em sp. eu acho a história dela com sartre admirável mesmo. bjs!

  3. Já eu ‘me iniciei’ pela Simone com poucos trechos de “O Segundo Sexo” e nunca li nada do Sartre, só matérias de jornal, revistas, ensaios sobre o filósofo existencialista que morreu negando o inconsciente. Precisaria me inteirar muito a respeito desses livros, com essa temática, pois só conheço mais a Camille Paglia, de quem gosto muito por sinal. É que a gente vai lendo os livros que nos agradam, aqueles de nossos interesses e esses não são muito minha praia, mas de repente, “mudo a praia”. hehe ;-))

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