Você já pensou no que está falando?

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Vídeo de uma campanha estadunidense contra o vocabulário homofóbico no cotidiano. Adorei. Vi no Queer girls.

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  1. Curioso, quando eu penso em alguma coisa sendo “gay” eu qualifico essa coisa (uma festa, uma música, uma roupa, etc) como alegre, animada, moderna, divertida. Enfim, eu associo a palavra gay com adjetivos muito positivos. Que interessante saber que nos EUA a coisa é diferente.

  2. Meg,, acho que depende da área também. Estou cansada de ouvir os meus colegas se referindo a “gay” de forma pejorativa, igualzinho está no vídeo…

    Wallace, a culpa é sua, sim, senhor. Usar estereótipos pra desqualificar uma pessoa por causa da orientação sexual é de um preconceito inominável. Qual o problema em respeitar as outras pessoas? Se a mídia está mostrando que homossexualidade é tão normal quanto heterossexualidade, ótimo. Bem melhor do que fazer de conta que não existe, estimular ataques homofóbicos ou fazer com que homossexuais se sintam inadequados. Caso não tenha entendido o vídeo, respeito é para todo mundo, não só pra quem você acha que merece.

  3. Adorei o vídeo. SEus posts como sempre são perfeitos!
    Sempre discuto com babacas que tentam desqualificar algo usando os termos gay, viado e por aí vai. A homossexualidade não torna alguém melhor ou pior, mas infelizmente nesses joguinhos idiotas de poder o homossexual é sempre aquele com o qual não se quer identificação.

    No brasil, o termo gay sempre é utilizado pra desqualificar. E homossexual pra ser politicamente correto. Engraçado pq nos EUA é o contrário! O termo gay veio justamente pra se contrapor ao termo homossexual, em razão de sua ligação com patologia e tal…

    Senhor Wallace, o correto seria o termo heterossexualISMO?
    E a homossexualidade não é uma coisa boa, É MARAVILHOSA! Seu Zé-ruela!

    HomossexuALIDADE não é doença. Homofobia é doença!

  4. É um pouco insultante também uma desconhecida surgir do nada pra dizer aos outros o que eles devem ou não falar, não é? Tá, não chega a ser insultante, mas é irritante pacas, e de uma condescendêcia curiosa pra quem está supostamente agindo em nome do respeito. Respeito é bem mais complexo do que isso. Se as pessoas fossem ensinadas a respeitar outros indivíduos, não haveria necessidade dessas campanhas demandando respeito para grupos genéricos e amorfos. E o mundo seria lindo, etc.

    Enfim, talvez por ser tradutora, campanhas contra palavras me deixam bem cabreira. Primeiro, porque quero e preciso de todas as palavras e de todos os sentidos. Segundo, porque acho ineficaz nas duas pontas: de uma, cria gente hipersensível a palavras (palavras!), e hipersensibilidade é fragilidade; de outra, cria uma consciência apenas superficial, uma consciência-pisar-de-ovos tão somente.

    Já falei demais, mas vou amarrar assim: eu me considero uma feminista Wollstonecraftiana. Meu maior valor é a razão, e a razão me fortalece. Por isso, vejo com uma certa tristeza os movimentos sociais todos apelando pro lado emotivo e estimulando a hipersensibilidade e a vulnerabilidade. Não vejo como produzir indivíduos fortes numa mentalidade dessas.

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