Sobre alguns comentários masculinos em blogs feministas

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A Lola escreveu nos comentários do post anterior:

Eu fico pasma como alguns homens chegam aqui pra determinar pra gente, pobres mulheres indefesas, o que é legítimo e o que é opressivo. Querem ditar a pauta até em blogs feministas!
Eu vi isso nos comentários de um outro post. Eles querem que a gente bata palmas pra eles, porque eles são tão iluminados que até entraram num blog feminista. Quando os elogios não vêm, eles ficam de mal e chamam a gente de bruxas mal-amadas não-maquiadas. Porque como assim, a gente não notou como eles estão do nosso lado?! Parece um tipo de comportamento obsessivo.

O que acho curioso nessa situação (que é comum nos comentários de qualquer blog feminista), é que alguns homens acham realmente que estão do lado das feministas. Mas esse “ao lado” só é válido se as feministas repetirem, concordarem e fizerem tudo o que eles querem. Do contrário, as “tais” feministas serão hostilizadas como “pseudo-feministas”, “mal-amadas”, “feministas de butique”, “teimosas”, “chatas”, “feias”, “insuportáveis”, “lésbicas”, “agressivas”, “bruxas”, e por aí segue o festival de xingamentos no melhor estilo “tenho 7 anos e ainda estou no jardim de infância”.

Esse comportamento revela, na verdade, que eles não se importam com as opiniões das mulheres: a última opinião válida tem de ser sempre a de um homem, como se fosse ele o detentor/disseminador da “Verdade”. Esses homens estão se colocando em um patamar superior, dizendo o que devemos fazer, como devemos agir, como devemos nos adequar ao que eles consideram certo. E nossa desobediência é punida com xingamentos, agressividade, chantagem emocional, críticas à aparência e conduta social e outros tipos de pressão que têm por objetivo calar as mulheres e obrigá-las a reconhecer a sua, err, “sabedoria”.

No fim das contas, eles posam de esclarecidos, sensíveis às questões feministas, mas repetem a lógica patriarcal que diz que as decisões sempre têm de vir do lado XY da discussão. Ou seja, não entenderam nada das reivindicações das mulheres, e querem manter tudo do jeito antigo: mulheres submissas aos homens, inclusive em espaços destinados à livre expressão delas.

O que me intriga é que alguns homens, ao agirem assim em blogs feministas, parecem achar que ninguém vai perceber que estão sendo autoritários e machistas. Será que acreditam tão cegamente que mulheres são inferiores que a inteligência delas não vai permitir perceber o engodo? Ou será que acreditam mesmo que estão sendo tão magnânimos que só merecem aplausos, como a Lola observou?

Enigmas à parte, eu só tenho a lamentar por esse tipo de posicionamento. Ao invés de haver um mínimo de respeito e espaço para discussões saudáveis, o que temos é um retrocesso: de um lado, tentativa de desempoderamento das mulheres; do outro, a necessidade de repetir argumentos e conceitos básicos, que impedem o avanço da discussão.

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  1. a verdade é que ninguem quer ter a alcunha de algo pejorativo. ninguem gosta de ser visto como homofobico, racista ou machista, mas as pessoas são assim. logo, é obvio que alguns homens tentem nesses espaços fazer a sua “boa ação” de demonstrar o quanto o não são machistas…

    mas essas coisas aparecem nas entrelinhas, não é?

    a felicidade é o dia onde não existam mais homens feministas nem mulheres machistas. que não exista desigualdade…

  2. Obrigada pelo post, Cynthia. Esses comentários de alguns homens por aqui vêm me incomodando desde o penúltimo post. Por um lado, fico feliz da vida que o seu blog venha recebendo tantos comentários. Por outro, parece que alguns comentaristas têm problemas em se colocar no lugar do outro, de saber seu espaço, de ter um mínimo de humildade. Existem muitos homens feministas. Há homens feministas que realizam um trabalho valioso de conscientizar outros homens sobre relações de poder e estupro, por exemplo. Mas todos os homens feministas partem do mesmo princípio: respeitar as mulheres. “Respeitar”, nesse contexto do feminismo, significa que eles vão buscar sempre dialogar com as mulheres feministas, ouvir o que elas têm a dizer, trabalhar em conjunto. Jamais decretar besteiras como “isso não é importante” ou “vcs estão procurando pelo em ovo”, porque isso equivale a dizer que eles, os homens, mantêm a posição de poder pra determinar o que é ou não importante. Outro princípio comum é não querer os holofotes e não pedir aplausos. Nós, mulheres feministas, não somos aplaudidas por sermos feministas (muito pelo contrário), então por que homens feministas mereceriam aplausos? Seria como um branco pedir aplausos por lutar contra o racismo. É função de todo mundo lutar contra o racismo, contra a homofobia, contra o machismo, contra preconceitos em geral. Não é tão difícil de entender.

  3. Só pra ilustrar o modelo de arrogância. Imaginem que vcs, “homens feministas” (põe aspas nisso), entram num blog de uma comunidade negra, que discute problemas raciais. Então vcs, brancos, começam a dar seus pitacos, inclusive pautando se tal discussão é ou não válida. Se algum negro reage e diz “Ei, dá licença, vc tá sendo racista”, vc responde que não, de jeito nenhum, vc não pode ser racista porque seu avô era negro ou porque vc tem um amigo negro. Não fica meio ridículo não? Um tanto arrogante? Mas é o que está se passando aqui, igualzinho. Um dos argumentos mais risíveis foi o do “homem feminista” que disse que não pode ser machista, porque é filho de uma mulher e casado com outra. Nessas horas a gente, que vive sendo acusada de não ter senso de humor, só pode rir, né?

    • Procuro não ver as coisas como: machismo ou feminismo. No entanto, o direito de um ou de outra pessoa e não o sexo dela(pessoa).
      Outra: qualquer ser humano, do sexo masculino ou feminino pode ter uma atitude machista, tanto homem quanto a mulher; como a mulher ou o homem podem ter uma atitude feminista. Não podemos estar criando situações de separação. Agora o diálogo é sempre bom para uma solução plausível e democrática.
      A internet é livre para que todas as pessoas(cidadãos: homens e mulheres) opinem sobre diversos assuntos e façam seus comentários. Democrático!!
      Em tempo: sou filho de uma negra com um branco. Mas posso ter uma atitude racista; como também não. Isso é indiferente!!!
      Solução: vamos amar o próximo, sejam homens ou mulheres, como a nós mesmos e resolveremos todos esses problemas de vários nomes…!!!!

  4. Ah, achei mais outro blog feminista! 😄
    Ai, adoro isto!

    Até em forúns e comunidades feministas há de se notar este tipo de comportamento…
    É ridículo…

  5. É bem verdade que o machismo está velado, alguns se acham lutadores dos direitos femininos com frases como “eu aceito de boa a liberdade sexual da mulher…” Quem disse que ele tem que aceitar algo para início de conversa?!
    Porém, melhor esses que entram em locais de discussões feministas aos que têm ojeriza, pois pelo menos podem ser ‘iluminados’ aos poucos e ficarem ‘curados’ do machismo.
    Ótimo artigo!

  6. Nossa, a Lola disse exatamente o que penso. Belo exemplo de negros e brancos. Como posso pautar discussões a cerca das dificuldades que um negro passa se sou branca? Tenho que ter um pingo de humildade e respeitar o que o outro pensa, vive, sofre na pele. Isso vale para homossexuais também. Canso de ouvir que ninguém discrima mais gays e penso “há”, xô te contar. E as pessoas acham que tem A razão. Por observação acham que sabem mais. Nem tenho paciência viu.

  7. Acho que o problema nos debates é que as pessoas tomam “machista”, “racista” e “homofóbico” como grandes injúrias pessoais, e não acho que seja o caso. A sociedade é machista, racista e homofóbica e não tem como estar a parte disso. Tive um professor na faculdade que dizia isso mesmo, que falar em “sociedade” como se a academia não fizesse parte dela é de uma ignorância imensa. Acho que todo mundo que posta aqui pode, enventualmente, fazer um comentário ou ter uma atitute que reflita esses preconceitos, porque eles estão aí sendo repetidos o tempo todo, não nasceram por geração espontânea numa mente perversa. Somos humano@, tod@s, e erramos bastante, agindo contra o nosso discurso, muitas vezes. A diferença está entre quem quer aceitar a crítica, pensar a respeito, de bater, mudar de atitude, ou quem, arrogantemente, “casou” com a razão.

    • Iara, seu comentário, realmente, é oportuno e cheio de razão. Demonstra imparcialidade e coloca o lado humano com um coração bom e, ainda, uma mente voltada para sociedade como um todo. O ser humano erra ao não se inserir nela (sociedade), demonstra preconceitos diversos e muitas vezes muda de atitude, não refletindo na sua arrogância em não pensar e respeitar a diferença dada pela natureza, esta criada por um ser superior.

  8. Incrível como você conseguiu definir perfeitamente a lógica do discurso desses rapazes. E ainda têm alguns que, quase cansados, dizem: ‘Mas eu não sou machista’

    Ai, ai, ai

  9. Os posts sobre o caso Milton Ribeiro x Letícia Vierchovski (acho que é assim que se escreve…) foram REPLETOS disso. Qdo eu falei lá no Amálgama sobre o meu boicote ao filme Jean Charles, teve um comentário exatamente assim também: “olha, sou o primeiro a denunciar opressão real, mas isso aí é exagero”. Ou seja: ei, só é opressão de verdade o que eu decretar que é. Vocês não sabem de nada.

    Eu tento rir desse tipo de comentário, sabe? Porque é o tipo de coisa que só ilustra o teu argumento.

  10. Iara — nossa, assino embaixo do teu comentário. Todo mundo aqui nasceu e cresceu numa sociedade cheia de preconceitos. Todo mundo pode escorregar e acabar sendo preconceituoso de alguma maneira. O importante é estar sempre sempre atento e perceber a importância de se corrigir. É isso que os blogs feministas tentam fazer. chaar atenção para isso. Mas é que as pessoas gostam de um dicotomiazinha. Estão tão acostumadas a tudo ser nós X eles que não entendem a complexidade da questão…

  11. Não posso falar dos comentários de outros homens, pois não os li. Mas discordo da Haline quando ela diz “Como posso pautar discussões a cerca das dificuldades que um negro passa se sou branca?”. Não acho que você só possa dar uma opinião sobre um grupo se pertencer a esse grupo. Uma discussão dessas tende a ser limitada e rígida. Pessoas de fora de um grupo podem trazer pontos de vista diferentes e às vezes mais corretos. O problema está em saber respeitar os membros do grupo e argumentar corretamente, mesmo discordando, não em pertencer ou não a esse grupo.

  12. Sim, Gerson, você pode realmente argumentar e oferecer seu ponto de vista sobre as dificuldades que um negro enfrenta, mesmo sendo branco. Mas dizer que entende melhor dos problemas de um determidado grupo sem pertencer a ele ou minimizar as dificuldade por que um grupo passa é de uma arrogância imensa. Certos problemas você tem que realmente sentir na pele para entendê-los então, realmente, acho que na maioria (para não dizer em todos) dos casos um negro (ou uma mulher, ou um homossexual/bi/trans) saberá melhor dizer das dificuldades pelas quais passa e do que um branco (ou homem ou hetero) e, apesar de admitir que este possa contribuir para uma discussão, não acho que possa querer minimizar problemas pelos quais nunca passou.

  13. Gerson, quem entende de ofensa é o ofendido, não o ofensor. Como branca, posso discutir muito o racismo na teoria, falar sobre políticas públicas de inclusão, ter um discurso muito articulado sobre muitas dessas coisas e, porque não, trazer para o debate pontos de vista muito coerentes. Mas já sofri na pele o racismo? Sei como se manifesta na prática cotidiana? Talvez, no máximo, como testemunha, se assumo que nunca cometi nenhuma atitude em toda minha vida que pode ser classificada como racista por ninguém.

    Outro dia um amigão do meu namorido, um sujeito incrível, comentando as bobagens que a Maria Mariana escreveu sobre maternidade (alguém ainda lembra disso?), me disse que toda essa vontade de impor às mulheres o seu ponto de vista sobre maternidade era falta de pau. Olha o contrassenso: num debate pretensamente feminista, ele me solta essa. Sem ofender o cara, avisei que o comentário era machista. Ele tentou argumentar que não, de maneira nenhuma, só achava que falat de sexo fazia mal pra todo mundo. Ok, disse eu, ainda que seja isso, porque sexo = pau? E se o problema dela é porque, no fundo, ela gosta de meninas e não põe isso em prática? Porque tem que ser tão falocêntrica a coisa?

    Ele não gostou muito, mas encerramos a questão. Ele não disse, como todas as letras, que o que faltava na vida da dita-cuja era um homem. Quis dizer que faltava amor, afeto, gozo. Mas centrou isso no falo. Eu, que passei muitos anos sozinha, quando ouço que alguém é “mal-comida”, me ofendo muito, porque acho que eu não era uma pessoa menos bacana quando não tinha um cara ao meu lado, ainda que esse cara seja muito bacana e me faça muito feliz.

    Desculpem, ficou gigante. Mas a idéia era dizer que mesmo um amigo legal não conhece na pele a cobrança social que sofrem mulheres solteiras. Como quem é branco não conhece todas as formas de preconceito que um negro pode sofrer.

  14. “Gerson, quem entende de ofensa é o ofendido, não o ofensor.”–Não concordo. O ofendido deveria saber diferenciar quando há uma ofensa e quando não, ou ele estará tentando submeter todo discurso ao seu ponto de vista. Levando esse raciocínio às ultimas consequências, qualquer coisa pode ser ofensiva e ninguem poderá dizer nada.

    Se eu falo sobre o o islamismo, o cristianismo ou a umbanda posso faze-lo sem intenção de ofender. Posso faze-lo até sem intenção de criticar. Mas se alguem se sentir ofendido eu terei que pedir desculpas, mesmo que aquilo que eu disse seja verdade, ou pelo menos um ponto de vista legítimo? Porque atingiu o universo subjetivo do outro eu terei que policiar minha linguagem, ou até meu pensamento?

    E quanto a ter de pertencer a um grupo, há dois pontos ai.

    1-Uma pessoa pode entender como outra se sente, sem necessariamente passar pelo que a outra passou. Existe uma palavra para isso: empatia.

    2-Alguem de fora de um grupo ou de uma situação pode às vezes dar uma contribuição pra quem está envolvido, exatamente por estar de fora, tendo uma visão objetiva dessa situação. Essa crítica de “você não pode saber como eu me sinto” pode acabar se convertendo numa forma de cortar o diálogo, desqualificando o interlocutor pelo que ele é.

  15. Gerson, de verdade, eu entendo o seu argumento. Você tem toda razão quanto à empatia. E sim, há pessoas que distorcem as coisas, ou são chatas, simplesmente. Tem gente que realmente está disposto a se ofender por qualquer coisa e nem sempre é fácil identificar isso.

    Mas daí entra a disposição para o diálogo, que é o tema do post. Porque você ninguém pode simplesmente argumentar que “isso é uma ofensa porque eu não acho que seja”. Porque o ofendido se sente ofendido. E, poxa, se eu tô explicando os meus motivos, porque não pensar neles antes de desclassificá-los?

    Coisa simples: uma vez usei o verbo “denegrir” conversando com um colega negro. Ele me explicou que essa palavra tinha uma carga de racismo importante, já que “tornar negro” vira algo negativo. Não queria ofender ninguém, nem nunca tinha refletido sobre esse termo. Mas aceitei com humildade que sim, uma palavra, uma expressão, uma brincadeira, podem ser ofensivas pelo seu background. O cara me explicou e eu passei a me policiar para não usá-la – e nem outras que possam associar negro a algo ruim. E, numa boa, não me senti tolhida no meu discurso. Porque o sucesso da comunicação depende não só das suas intenções, mas de como seu interlocutor as recebe. Sem levar isso em conta, não há diálogo.

    • Iara, você é diferente. Viva a diferença!!! É o que todas pessoas querem, respeito as diferenças….

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  18. Para começar, é impossível ser homem e não ser machista, mesmo lutando contra, refletindo sobre e questionando-se sempre. É um empreendimento para a vida inteira, um horizonte, não um lugar que se possa alcançar e pronto, está tudo resolvido. E o pior: quando o esforço para não ser machista é mais do que um mero jogo de cena, muitas vezes parece tentador cair nesse lugar que o post aponta, o de querer parabéns por conta do que a gente supõe ser tarefa tão árdua e contra a corrente, mas que deveria ser algo óbvio como respirar. Só que, como disse a Ana lá n’O Biscoito Fino e a Massa, não é da gente que se está falando. Os homens brancos, de classe média para cima, heterossexuais, pretensamente monogâmicos, em grande parte religiosos e costumeiramente defensores da propriedade privada, não têm nenhuma dessas características como alvo preferencial de atitudes preconceituosas. Sendo assim, se algum deles (melhor dizer se algum de nós) vez ou outra receber de qualquer minoria (ou maioria discriminada) uma bordoada que considera imerecida, evite abrir o berreiro. Chorar é legítimo, direito de todos, mas é meio ridículo ficar posando de perseguido e vilipendiado, não? Na comparação com outros grupos, esse tipo de sofrimento tem que vir com aspas quádruplas, porque duplas é pouco.

    Uma historinha de que gosto muito. Segunda metade dos anos 80. A Gabriela Leite, ex-prostituta e fundadora da ONG Davida, numa palestra a estudantes de psicologia, para espanto de todos diz que preferia ter que debater sobre a prostituição com a ala mais tradicional da Igreja Católica do que com os seus setores mais “à esquerda” (Teologia da Libertação e afins). Habituada a falar do assunto e sabendo que aquilo deixara a plateia perplexa, explicou que os mais tradicionais condenavam o comportamento das prostitutas, diziam que elas deveriam “sair da vida” e parar de pecar. A essas falas, ela e suas colegas de ofício simplesmente diziam “não obrigado, estamos bem assim” e seguiam em frente. Já com a outra turma a conversa era outra — uma não-conversa, por assim dizer. Essa ala vinha com um discurso de que elas eram vítimas do sistema, exploradas por ele, que não sabiam disso e que eles estavam ali para dizer o que era certo, qual o comportamento verdadeiramente libertador que elas deveriam ter. Nesse sentido, eram muito piores do que a ala tradicional pelo simples fato de negar-lhes a voz, a vontade própria, por tratá-las como se precisassem de tutela, de representantes que decidissem o seu destino, já que “não sabiam o que faziam”. Tal e qual a política externa dos EUA, que defende a livre-determinação dos povos, desde que seja a sua concepção mui particular sobre tal livre-determinação…

    Não muito diferente do comportamento masculino descrito neste post, não?

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