Arquivo da categoria: maternidade

As confissões de Maria Mariana

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A atriz e escritora Maria Mariana, afastada do trabalho remunerado por conta da maternidade (até aqui tudo bem, é escolha dela, e ela está feliz com isso), resolveu lançar um livro. Para divulgá-lo, afirmou em entrevistas (Folha, Época) absurdos como “quem opta por ficar sozinho não desenvolve aprendizados que o casamento dá” (vale pra tudo! Quem opta por faculdade de Direito não desenvolve aprendizados que Comunicação Social dá, e vice-versa), “amamentar não é um detalhe, é para a mãe que merece” (será que o livro vem com a escala de merecimento? Quem definiu essa escala, com base no quê?), “se a mulher parir naturalmente, será uma mãe melhor” (o que tem a ver a técnica do parto com a hipotética escala do que seria a boa maternidade?), Deus preparou o homem para estar com o leme na mão” (Quando ele morrer ou quiser se separar, o que você faz? Morre junto? Pede pra proibir o divórcio?)

O mais grave, pra mim, foi ler que “Há mulheres que passam nove meses no shopping, comprando roupinhas, aí depois marcam a cesárea e pronto. Acabou o processo. Aí sabe o que acontece? Elas têm depressão pós-parto“. Leia o resto deste post

Publicidade alternativa para dia das mães

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A Cynthia, minha xará, cansada dos anunciantes que acham que sabem o que as mulheres querem ouvir, especialmente em maio, tem esta linda sugestão para a publicidade do dia das mães:

Pai troca uma fralda por mês e quer medalha, fogos de artifício e estátua em praça pública. Mãe faz o diabo a quatro 24/7 e se contenta com uma flor murcha, uma pizza gordurosa e um anuncinho paternalista de merda uma vez por ano. Parabéns, otárias.

Falou alguma mentira? Infelizmente, não… 😦

Crianças…

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Não sou muito fã de crianças. Muita gente sabe disso, e sempre recebo e-mails com gracinhas sobre maternidade, paternidade e infância. Pra não perder todas as informações na caixa de entrada, este post é um resuminho sobre o assunto.

Para quem não tem filhos, mas quer se preparar melhor para quando eles vierem, estes dois links são fundamentais para se ter uma idéia de como cuidar do bebê.

E para quem ainda está na dúvida sobre filhos, vejam que belezinha de criança, com pintinhas tão charmosas no nariz. Agora, reparem na origem das tais pintinhas…

Ainda em dúvida? Este post é um ótimo anticoncepcional.

Menino também precisa brincar de casinha

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Vi na BBC, uma loja tem área unissex para as crianças aprenderem a cuidar da casa e de bebês.

Sei que infelizmente a maioria das pessoas ainda acha que lugar de mulher é cuidando da casa (e muitas mulheres pensam assim, pois é o único lugar onde essas mulheres ainda têm poder), e outras tantas mulheres fazem questão de não brincarem de casinha nem aprenderem como manter uma casa para não perpetuarem um sistema de opressão, mas isso é pior para todo mundo. Não acho certo tomar todo o tempo de brincadeiras de uma criança para ensiná-la a cuidar de uma casa (como é tradicionalmente feito com meninas), mas destinar um pouco de tempo a ensinar a meninas e meninos a viver sozinhos fará muita diferença no futuro, pois ambos saberão cuidar de sua casa sem depender de mulher-mãe-babá-faxineira paga com “muito obrigado” e, quando muito, alguns poucos reais…

Não acredito que “brincadeiras de meninas” (eufemismo para fogão e vassouras) vão tornar os meninos menos masculinos. Vão é, no máximo, torná-los mais conscientes da existência de um lar que deve ser limpo e arrumado sem que pareça mágica, trabalho inferior ou incapacitante. E que crianças podem ser cuidadas por homens ou mulheres sem que isso pareça uma aberração ou traumatize alguém.

Essas tentativas de divisão do trabalho doméstico desde a infância me deixam esperançosa de que algum dia ele será igualmente dividido, que a prateleira rosa de “brinquedos” vai ser mais colorida e o homem de neanderthal descrito neste post das motherns vai finalmente se extinguir.